Olá turma. Faz tempo que não apareço por aqui. Não tem dado tempo, mesmo. Vida corrida, muita coisa pra fazer. Quando não consigo parar para fazer uma das coisas que mais gosto: escrever.
Mas o último lançamento da Nikon, a full frame D3, é motivo para eu voltar ao teclado. E motivo porque simplesmente revoluciona a fotografia em ISO elevado.
Voltando um pouco no tempo, lembro do momento em que a Canon 10D foi lançada. Muito se discutia naquela época se a fotografia digital conseguiria, um dia, rivalizar com a fotografia em filme em termos de qualidade. Parece que foi ontem, mas em termos tecnológicos estamos falando de uma máquina lançada há 3 ou 4 gerações.
Já naquela ocasião, eu dizia aos amigos que minha aposta estava nos ISOs elevados. Que com os avanços tecnológicos, a fotografia digital permitiria ao fotógrafo usar ISOs jamais pensados em fotografia química. E mesmo que a fotografia digital jamais ancançasse a fotografia de filme em termos de qualidade, em termos de versatilidade não haveria disputa.
Pois este dia chegou com o lançamento da Nikon D3. Definitivamente quebrou-se uma barreira que existia na mente de muitos fotógrafos: o ISO 1600.
Voltemos ao filmes. Tentem se recordar o que levavam na bolsa. ISO 100, 200, 400, 800 e talvez 1600. Com todos eles, a possibilidade de puxar um ou dois pontos, sabendo de antemão os efeitos negativos na precisão das cores, granulação, etc. Mas, grosso modo, era isso ai que tinhamos na bolsa.
As primeiras digitais seguiam a mesma linha. ISO 1600 era o máximo a que se podia ir. Com a geração das D200 e Canon D40, ISO 3200 ficou razoável.
Mas agora, de uma tacaba, a Nikon nos joga em ISO 12800, o que equivale a um filme de ISO 1600 puxado 3 pontos. E a coisa tende apenas a melhorar, conforme as fábricas avançam no domínio da fabricação de sensores digitais.
Numa análise ampla, não tenho dúvidas que a fotografia digital é hoje uma mídia mais adequada que a química. Por tudo o que citamos aqui. O ISO elevado da Nikon é apenas o que os americanos chamam de "último prego no caixão" do passado.
E a constatação de que a Nikon está de volta no jogo, com uma tremenda revolução tecnológica, sensor full frame e qualidade de imagem para não fazer vergonha a nenhum outro fabricante. É o tal negócio: hoje, com a D3 na mão, é possível fazer fotos de qualidade em ISO 3200 que nenhum outro equipamento é capaz de proporcionar.
Bons tempos estes.